
“Os olhos de um ser humano não servem apenas para enxergar o mundo que está diante dele, serve também para refletir a si mesmo ao mundo exterior.” – Hideo Yamamoto, “Homunculus”
Nesse texto entende-se por “ambiente” todas as informações que um indivíduo recebe em um determinado espaço, tempo, pessoas e objetos, sua interação com tudo que o cerca. O local, a situação, as pessoas e tudo o mais são fontes de informação que o indivíduo usa para formar sua noção do mundo.
As informações são simplesmente lançadas no ar, e cada um, ao entrar em contato com essas informações, absorve-as e as interpreta através do cérebro, que usa as experiências (bagagem mental: cultura, memórias, conceitos) como base para esse trabalho.
Em se tratando de um ser já formado, que possui experiências próprias e um conceito de individualidade e identidade já definidos, a interpretação das informações não é imparcial, mas usa como base tudo aquilo que a pessoa já conhece.
Um exercício simples, mas eficaz: quando uma pessoa não se sente bem, as coisas ao redor dela não lhe parecem tão agradáveis quanto seriam se ela estivesse melhor. Isso porque ela interpreta as informações que recebe com base no que ela é ou sente. Logo, se está bem, tudo está bem, e vice-versa. Esse é o poder da interpretação.
Viver é sinônimo de interação, que leva a interpretações daquilo com que se interage. Paz de espírito é a capacidade de aceitar as coisas como são, mesmo os males e as limitações, que fazem parte da vida, e devem ser aproveitados como forma de crescer.
Quanto sofrimento poderia ser evitado se as pessoas parassem de julgar tanto e aceitassem melhor que há pontos de vista diferentes? Ou se percebessem que a forma como elas escolhem encarar as situações influem no modo como tudo irá se desenrolar? As situações servem para descobrirmos mais sobre nós mesmos, devem ser usadas para aprender. O poder da escolha molda a o ambiente ao redor do indivíduo.

Desculpem-me pelas letras do quadrinhoterem ficado pequenas. Está escrito "E vocês que se chamam 'colecionadores', até agora vocês nutriram fantasias nas quais são heróis maltratados de suas prórprias hitórias. Saboreando devaneiros nos quais, em ultima instancia, concluem que estão certos. Não mais. Para todos vocês, o sonho acabou. Eu o levei embora."
ResponderExcluirMuito bem desenvolvido seu texto, meu caro. Parabéns e continue assim.
ResponderExcluirAss: Um velho companheiro de guerra. Giovanni.
Realmente o mundo seria muito melhor se todas as pessoas parassem de julgar as outras pelo simples fato de ter opinião própria.A socieddade é movida por um padrão que muitas vezes nos machuca e nos faz sofrer. Tudo seria muito mais fácil se os nossos gostos, crenças e filosofias fossem respeitados.
ResponderExcluirÓtimo texto!! Parabéns!!!
:)
Gostei desta quebra do desterminismo.
ResponderExcluirMas como já afirmei, eu posso julgar o quanto eu quiser, mas manifestar é outra história, bem exemplificada por ti, ou como você mesmo diria "porémxemplo".
Meu velho companheiro de guerra resurgido dos mortos! Seja bem-vindo, Giovanni!
ResponderExcluirVitor, toda a minha filosofia tem como base o poder de escolha dos indivíduos, não posso se quer pensar em determinismo, não acredito e sou contra qualquer manifestação.
E você nunca vai me deixar esquecer o "porémexemplo", né?... Hahahaha
Você está absolutamente certo em ser contra o determinismo. O poder de escolha do indivíduo vai muito além do que às vezes imaginamos: através das nossas escolhas podemos moldar nosso próprio ego, levando-o em direção ao que consideramos belo ou perfeito. Nossa personalidade não é um destino, é um hábito; e hábitos podem ser mudados através de escolhas.
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