
A primeira postagem foi uma apresentação. A partir desta começam as matérias realmente. Como minha área é a cultura pop japonesa (mais especificamente os quadrinhos e animações), nada melhor do que começar falando da obra mais famosa do assim chamado Deus do Mangá Osamu Tezuka, Tetsuwan Atom (ou, como é mais conhecido aqui no Brasil, Astro Boy).
Na verdade eu não conheço muito da obra de Osamu-sama, apenas vi um episódio do anime de Astro, mas esse único capítulo mexeu comigo. Não, não escrevi esta matéria para fazer propaganda do trabalho, mas esse episódio pode ser usado para se discutir o significado do esporte, mas, antes, preciso atualizado o leitor sobre a série Astro Boy e sobre o tal capítulo:
A história se passa num futuro onde humanos e robôs vivem juntos, nada de extraordinário até ai. O capítulo que eu vi tinha como trama trapaças acontecendo em uma importante série de jogos de futebol americano, em que os atletas eram robôs. Não, a trapaça não estava nos jogadores serem robôs, todos sabiam disso, mas sim, no fato dos robôs estarem sabotados. Não é preciso saber mais nada para começar efetivamente a discussão.
Tomemos o Brasil como exemplo: aqui onde uns 99% da população masculina já quis ser jogador de futebol, que sentido teria um esporte praticado por máquinas? Qual seria o motivo da existência do esporte se não forem existências humanas praticando?
Entretenimento? Mais do que isso apenas, o importante do esporte é o treinamento do corpo, a preservação da saúde. Pense no cenário do anime: futurista, máquinas tão avançadas que a economia e o mercado de trabalho devem ter sofrido enormes reestruturações para lidar com a população que foi substituída por robôs. Mais acomodados do que os humanos são hoje, imagine nesse futuro. E se o esporte perder seu valor como pratica para ser apenas entretenimento, que valor tem hoje então, se parte desse valor pode ser descartado?
Pense no circo: que sentido teria assistir a robôs fazendo piruetas e saltos mortais, correndo o risco de errarem e cair, sendo que, para a tal apresentação, foi tirada a rede?
Chegaremos a um futuro em que até os atletas foram substituídos pelas maquinas? Esqueceremos (ou já esquecemos?) que o esporte é prática mais do que entretenimento? Veremos graça em assistir máquinas correrem atrás uma bola e marcando gols? Isso, talvez, só o tempo dirá. Acho que Walter Benjamin teria mais o que falar desse assunto.
A seguir: primeira parte da matéria sobre a série de TV que deu nome a este blog: Ergo Proxy!

Achei interessante esse seu ponto de vista, mas na vdd se formos pensar o mais correto seria ver os robos como alguns atletas de hj em dia, que n mais competem pela paixão, pelo esforço recompensado, ou pela ação de sentir a adrenalina naquele momento. mas sim pela fama, ou então pelo dinheiro. posso soar futil e repetitivo, mas acho que os robos dentro de tetsuwan atom são mais humanos do que nos mesmos. e quanto a parte do circo nos ja temos, principalmente no exterior, onde robos programados a fazerem algumas "danças" são aclamados com fervor.
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