
Realidade e ficção estão muito próximos quando se trata de ciência. Os elementos inovadores das ficções científicas que pareciam tão fantasiosos no século passado hoje estão tão integrados na vida, no cotidiano que até parecem naturais. As histórias hoje impressionam não por sua distancia da realidade, mas por sua proximidade.
A tecnologia não pára de avançar, tanto para o bem quanto para o mal. Quando simples ladrões tiverem as mais mirabolantes e fantásticas maquinas ou os traficantes venderem informações genéticas de políticos e ricos, o que impedirá a policia de se unir à computadores, de contratarem policiais biônicos, ou que pessoas venderem suas mentes para transferi-la para novos corpos em caso de emergência?
Esses exemplos parecem irreais, mas a idéia é assustadora e a ciência caminha em direção a esses objetivos. Na HQ Oceano, de Warren Ellis, pessoas vendem seus corpos, assinando contratos para suas mentes serem temporariamente “desligadas” e ficarem sob o controle do contratante, tornando-se empregados “perfeitos”. Se a parte científica dessa HQ ainda é fantasiosa, ao menos a filosofia é coerente com as idéias da atualidade.
Outro exemplo assustador é o filme Ghost in the Shell, em que os protagonistas são policiais que venderam suas mentes para o governo e receberam corpos biônicos que aumentam seus desempenhos físicos e mentais. E, para poder se divertir nas horas vagas, seus corpos biônicos são capazes de metabolizar bebidas alcoólicas.
Mas a conseqüência para os personagens do filme é a perda da individualidade. O mercado de trabalho procura profissionais qualificados para liderar a mão de obra, mas esta não precisa ter personalidade, tem apenas de cumprir ordens. Ter controle total sobre os empregados é o sonho de quem está por cima deles; a falta de personalidade seria uma qualidade. Dizem que “o livre-arbítrio é uma ilusão criada por aqueles quem tem poder”.
Às vezes parece que o conflito entre humanos e máquinas descrito em tantas histórias, como em “The Matrix” e “Texhnolyze”, já tem suas sementes plantadas. O ser humano está criando a próxima espécie que dominará o planeta depois que o ultimo homem e a ultima mulher morrerem; a ficção científica pode ser mais assustadora do que os filmes de terror.

Oie!! Finalmente voltou a postar no blog, hein?
ResponderExcluirMeu irmão e eu já estávamos impacientes de ter que esperar você escrever matérias super interessantes novamente!!!
Muito legal essa matéria sobre ficção científica!!!De tanto você citar o filme "Matrix"nos seus posts, eu me interessei e pedi para o meu irmão comprar os filmes!!! A ideia de mundo controlado por máquinas é muito legal e faz bastante sentido,comparando-se com o Mito da Caverna de Platão!!!
Nunca pare de escrever matérias no blog, viu??
Verdade, a ficção científica pode ser (e costuma ser) mais assustadora do que os filmes de terror, porque é onde o homem tenta brincar de deus e tem de se defrontar com sua própria criação. Mas, se por um lado é verdade que algumas coisas incríveis que os filmes antigos mostravam em suas previsões para o futuro já estão inseridas no nosso dia-a-dia, outras permanecem igualmente distantes. Por essa razão eu não acredito que o momento da "fusão" homem-máquina vá acontecer em 2100 ou 2200, isso me parece muito cedo. Mas é bom pensar e repensar esses assuntos na tentativa de entender do que se trata verdadeiramente a humanidade. Muito interessante é o conto "A Última Pergunta" do Isaac Asimov, dá muito sobre o que pensar.
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